Ando em meus pensamentos com quem ando todos os dias,
Ando em procuras de saber o que procuro em meus pensamentos,
Se o que procuro, o que vejo em todas as cousas são reais?
Quais as existências verdadeiras? És clara como a ilusão?
Se a ilusão é clara, como posso distingui la do ovo e da gema, do real e da irreal?
Se tudo o que vejo é o que me faz sentir a estranheza de entender,
Nada sei o que entender.
Nada sei do que é o medo,
se não uma estranheza de que não quero entender,
O medo é natural, mas é natural não querer entende-la.
Prefiro sentar-me e ver o sol entardecer o amanhecer
E o amanhecer entardecer o sol.


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